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Diversos tipos de águas

ÁGUA: Composto químico com duas partes de hidrogênio e uma de oxigênio encontrado nos estados: sólido (gelo, neve), líquido (nuvens, mares, lagos, rios), e gasoso (vapor d’água). Componente líquido essencial para o desenvolvimento e sustentação da vida, possui um grande poder de dissolução de muitas sustâncias químicas; por essa razão é considerada Solvente Universal.

ÁGUA ABSORVIDA: Água retirada do solo por forças físico-qímicas.

ÁGUA CAPILAR: água retirada por capilaridade, acima do lençol freático, ao redor das partículas do solo e nos interstícios entre elas, normalmente a uma tensão maio que 60 cm de altura de coluna d’água.

ÁGUA CONTINETAL: Corpo e fluxo de água situados no interior das massas continentais.

ÁGUA COSTEIRA: Água das zonas litorâneas da plataforma continental, cujas propriedades físicas e químicas são influenciadas mais diretamente pela terra adjacente. O grau de influência varia conforme fatores oceanográficos, meteorológicos e hidrográficos.

ÁGUA DE ESCORRIMENTO: Parte da água da chuva que escorre pelos troncos, após ter passado pelas copas das árvores.

ÁGUA DE GOTEJAMENTO: Parte da água da chuva que goteja para o solo, após contato com as copas das plantas.

ÁGUA DISPONÍVEL: Porção de água presente no solo em condições de ser absorvida pelas raízes das plantas. Medida pelo teor de água entre a capacidade de campo e o ponto de murchamento permanente.

ÁGUA DOCE: Corpo ou fluxo de água que contenha resíduo mineral menor do que 0,1%, com proporções variáveis de carbonatos, bicarbonatos e sulfatos.

ÁGUA DO MAR: Água que contém aproximadamente 35g de sais por kg de líquido, com predominância de cloreto de sódio.

ÁGUA DO SOLO: Água retirada na camada do solo próxima à superfície que pode passa à atmosfera por evapotranspiração, e onde se fazem sentir influências diurnas ou sazonais, mais ou menos diretas.

ÁGUA DO SUBSOLO: Água que se encontra debaixo da superfície do solo ocupando os espaços vazios existentes em rochas porosas ou alteradas e horizontes inferiores do solo.

ÁGUA EPICONTINENTAL: Águas superficiais do interior dos continentes. Ex.: rios, lagos, represas, charcos, lagoas, pequenos tanques, incluindo corpos de água temporários.

ÁGUA HIGROSCÓPICA: Vapor d’água absorvido às partículas do solo. Medido pela perda de peso de uma amostra de solo aquecida entre 105 e 110ºC, por 24 Horas.

ÁGUA INTERSTICIAL: 1. Água retirada nos interstícios de uma rocha sedimentar;

2. Água de percolação e/ou do lençol freático retirada nos interstícios de alguns terrenos sedimentares.

ÁGUA METEÓRICA: Água proveniente de precipitações pluviais.

ÁGUA OCEÂNICA: Água do mar que apresenta as características físicas, químicas e biológicas da água do alto mar, onde a influência da terra é reduzida ao seu mínimo.

ÁGUA POTÁVEL: Água que sem necessidade de tratamento adicional é inócua do ponto de vista fisiológico e organolético e apta ao consumo humano.

ÁGUA PRECIPITÁVEL: Quantidade de água expressa em altura ou volume, que seria obtida se todo o vapor d’água, contido em uma coluna específica de atmosfera de secção reta unitária, fosse condensada e precipitada.

ÁGUA RESIDUÁRIA: Qualquer despejo ou resíduo aquoso com potencialidade de causar poluição hídrica; água oriunda de uma fonte poluidora.

ÁGUA SALGADA: Solução complexa, de composição variável e geralmente de alta condutividade determinada pelo equilíbrio entre taxa de adição e perda de solução, evaporação e adição de água doce. Encontrada nos oceanos, mares, lagos ditos salgados (lagos tectônicos em climas áridos ou semi-áridos, lagos de "playa", depressões semi-áridas endorréicas, com grandes lagos salinos).

ÁGUA SALOBRA: 1. Água de salinidade intermediária resultante da mistura de água salgada e de água doce (estuários, lagunas).

2. Água com sais dissolvidos – geralmente cloretos com salinidade entre 5 e 15%.

ÁGUA SUBTERRÂNEA: Água armazenada no subsolo, ou que está se infiltrando através do solo e/ou das suas camadas subjacentes; é a água livre em uma zona de saturação. Fonte de água de poços e mananciais.

ÁGUA TRATADA: Água submetida a um processo de tratamento, com objetivo de torná-la adequada a um uso específico.

Eutrofização

Esse fenômeno consiste no enriquecimento do meio aquático por nutrientes, ocasionando o excessivo crescimento de plantas aquáticas em níveis que podem interferir nos usos desejáveis da água. Os principais nutrientes responsáveis pelo processo são: fósforo, nitrogênio e sílica, mas diferentes outros fatores podem ter papel controlador no processo, como por exemplo: luz e temperatura.

A eutrofização pode ser de causas naturais (chuvas e águas superficiais que erodem e lavam a superfície terrestre), sendo nesse caso lenta e desenvolvida ao longo de décadas ou séculos. Mas pode ser decorrente de atividades humanas (efluentes domésticos, efluentes industriais, atividades agrícolas), passando a ser chamada de eutrofização cultural, que é um processo rápido e de maior intensidade.

Mantida dentro de certos limites a eutrofização é benéfica, pois pode aumentar a produtividade dos lagos. Em níveis excessivos torna-se prejudicial, por quebrar o equilíbrio natural das cadeias tróficas, o que traz alterações nos ciclos químicos dos corpos d’água.

Uma das principais conseqüências do processo está relacionada com as concentrações de oxigênio dissolvido. O equilíbrio ecológico é muito sensível aos teores desse gás na água, e a excessiva proliferação de algas pode alterar significativamente o se balanço, provocando em certas situações o seu esgotamento total.

Entre outras conseqüências indesejáveis, podem-se citar:
* Interferência nos usos recreacionais devido ao acúmulo de algas na superfície das águas causado aspecto e odor desagradáveis;
* Sedimentação da biomassa de algas que pode exaurir o oxigênio dissolvido das camadas profundas;
* Entupimento dos filtros de estações de tratamento por algas filamentosas;
* Desenvolvimentos de algas tóxicas que podem ser letais para o gado e mesmo para o homem se forem ingeridas quantidades significativas.

Ciclo Hidrológico ou ciclo da água no planeta
Ciclo Hidrológico ou ciclo da água no planeta

A água na Biosfera faz parte de um ciclo denominado Ciclo Hidrológico. Constitui-se basicamente, em um processo contínuo de transporte de massas d´água do oceano para a atmosfera, e desta, através de precipitações, escoamento superficial e subterrâneo, retorna novamente aos oceanos dando assim continuidade ao ciclo em nosso planeta.

Assim, o conceito de Ciclo Hidrológico está ligado ao movimento e a troca de água nos seus diferentes estados físicos, que ocorrem na Hidrosfera, entre os oceanos, as calotas de gelo, as águas superficiais, as águas subterrâneas e a atmosfera.

Este movimento permanente deve-se à energia calorífica do Sol, que fornece a energia (efeito estufa natural) para elevar a água da superfície terrestre para a atmosfera (evaporação). Com a evaporação e a gravidade formam-se as nuvens, e delas as águas retornam em forma de chuva (precipitação) trazendo Gás Carbônico (CO2), Nitrogênio e outras substâncias fundamentais para a vida dos seres vivos. Ao atingir o solo, uma parte infiltra-se no mesmo e nas rochas através de seus poros, fissuras e fraturas (escoamento subterrâneo) promovendo a recarga das reservas freáticas e a rehidratação do solo, ou seja, dos depósitos de água disponível para a vegetação terrestre e para atividades biológicas (metade do CO2 natural é absorvido no processo de fotossíntese das algas nos oceanos); outra parte escoa para os rios, lagos até atingir os oceanos (escoamento superficial).

O intercâmbio entre as circulações da superfície terrestre e da atmosfera, fechando o Ciclo Hidrológico, ocorre, então, em dois sentidos:
1. No sentido superfície - atmosfera, onde o fluxo de água ocorre, fundamentalmente, na forma de vapor.
2. No sentido atmosfera - superfície, onde a transferência da água ocorre de qualquer estado físico, sendo mais significativo, em termos mundiais, as precipitações de chuva e neve.

O Ciclo Hidrológico só é fechado em nível global. Os volumes evaporados em um determinado lugar do planeta não precipitam necessariamente no mesmo local, porque há movimentos contínuos da precipitação nos continentes. Somente uma parte é evaporada e o restante escoa para os oceanos.

É muito importante a interação entre oceanos e atmosfera para a estabilidade do clima e do Ciclo Hidrológico.

Em muitas regiões, o Ciclo Hidrológico tem sofrido grandes alterações, especialmente nas últimas décadas. Estas alterações resultam das diferentes formas de interferência humana sobre o ambiente, como por exemplo: construção de grandes cidades, dragagem de extensas áreas alagáveis, devastações de florestas e construção de lagos artificiais (represas).

 

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