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Juiz de Fora
A Cidade de Juiz de Fora

Ocupando uma área total de 1.429,8 km2, o Município de Juiz de Fora é dividido em 4 distritos: o Distrito-Sede com área de 724,385 km2, o Distrito de Torreões, com 374,5 km2, o Distrito de Rosário de Minas, com 225,6 km2 e o Distrito de Sarandira, que ocupa uma área de 103,8 km2.

1– Hidrografia

O Município de Juiz de Fora está contido na bacia do Médio Paraibuna, pertencente à bacia do rio Paraíba do Sul, e seu perímetro urbano é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões.

Do ponto de vista morfológico, a bacia do Médio Paraibuna possui tributários com perfis longitudinais relativamente acentuados, que desembocam no rio principal com gradiente moderadamente baixo. O rio Paraibuna possui declividade média bastante variada, sendo que no trecho urbano de Juiz de Fora é bastante moderada, da ordem de 1,0m/km. A última retificação de aproximadamente 30 km, próxima ao Distrito Industrial I, foi dimensionada de modo a compatibilizar a função regularizadora da barragem Chapéu D’Uvas, recentemente concluída. A barragem foi implantada com o objetivo de amortizar enchentes e ampliar o potencial de abastecimento de água para a cidade.


2 - Aspectos Geomorfológicos

Juiz de Fora está localizada na Unidade Serrana da Zona da Mata, pertencente à Região Mantiqueira Setentrional. Essa região distingue-se por ser montanhosa, com altitudes próximas a 1.000 m nos pontos mais elevados, 670 a 750 m no fundo do vale do rio Paraibuna e níveis médios em torno de 800 m. O perímetro urbano do Município insere-se totalmente no curso médio do rio Paraibuna.

Juiz de Fora

Os padrões de relevo mostram uma forte tendência à orientação estrutural. Suas litologias caracterizam-se por apresentarem coberturas de solos espessos e exposições rochosas, principalmente nas áreas de ocorrência das rochas Charnockíticas, ao sul do Município. Em geral, as feições geomorfológicas tendem a uma convexidade das vertentes a partir do topo, aliada à formação de grande número de anfiteatros e planícies intermontanas. O núcleo central da cidade, aproveitando-se desta condição natural, alojou-se na seção alargada do vale do rio Paraibuna, estrangulada por uma barra resistente, à jusante.

Dentro do perímetro urbano são encontrados 2 grandes compartimentos geomorfológicos que se individualizam, principalmente em função dos aspectos geológicos: ao norte, os terrenos ocupados pelo Gnaisse Piedade e ao sul, pelas rochas antigas do Complexo Juiz de Fora.

As áreas do Complexo Juiz de Fora possuem um relevo mais acidentado, principalmente nas faixas de distribuição dos Charnockitos e Kinsigitos. Constituem relevos elevados topograficamente com aspecto serrano e amplitudes topográficas que chegam a ultrapassar 200 m.

Neste compartimento, a paisagem trabalhada pelos agentes erosivos produziu um aprofundamento do nível de base do rio Paraibuna, enquanto manteve soerguidos os fundos de vales de seus afluentes, sustentados por assoalhos rochosos, constituindo verdadeiros "vales suspensos".

No domínio do Gnaisse Piedade, os Migmatitos nitidamente predominantes exibem um relevo altamente dissecado, com topos alongados e estreitos, além de rios com vales mais abertos.

O rio Paraibuna possui um perfil longitudinal escalonado, com declividades mais amenas entre o Distrito Industrial I e o centro da cidade. A declividade média do rio no município, numa extensão aproximada de 61 km, é de 4m/km. A planície aluvionar ao longo de seu percurso sinuoso, possui larguras variáveis que chegam a alcançar 2 km, e dois terraços, separados por desníveis de 3 e 5 m.

Os depósitos coluvionares que revestem as vertentes, formam rampas (Rampas de Colúvio) na base das encostas, próximos à planície aluvionar, onde a declividade do terreno é mais amena, às vezes penetrando várzea adentro, cobrindo parcialmente o terraço superior.

3 - Dinâmica Superficial
Juiz de Fora

A presença de vales profundos associados a encostas com elevadas declividades e um relevo constituído predominantemente por morros e morrotes, sujeitos a chuvas com índices anuais elevados, constituem os principais fatores que imprimem à região uma dinâmica superficial bastante intensa. Contribuem, ainda, a presença de blocos de rochas em escarpas abruptas, solos residuais espessos e formações superficiais profundas, precariamente protegidos por pastagens, capoeiras e pequenos redutos de florestas secundárias. O desequilíbrio das vertentes pode ser visualizado pelos elevados índices de movimentos de massa principalmente em solos, além de processos erosivos tanto laminares como de escoamento concentrado. Os desmatamentos e movimentos de terra são responsáveis pela reativação dos processos morfodinâmicos naturais.

Os movimentos de massa encontrados na região são de vários tipos, desde escorregamentos em solos residuais, corridas de terra, queda de blocos rochosos, deslocamentos de depósitos de talus (avalanche de detritos), queda de matacões e escorregamentos a partir da superfície de contato solo/rocha. Além desses escorregamentos e deslizamentos, agravados nos períodos de chuvas intensas, a forte erosão contribui para acelerar a instabilidade do relevo, sendo mais intensa a atuação da erosão laminar, presente extensivamente nas áreas não urbanizadas, ocupadas principalmente por pastagens. Sulcos e voçorocas, causados por escoamento concentrado, estão presentes, geralmente, em áreas de solos arenosos.


4 - Clima

O clima de Juiz de Fora apresenta duas estações bem definidas: uma, que vai de outubro a abril, com temperaturas mais elevadas e maiores precipitações pluviométricas, e outra de maio a setembro, mais fria e com menor presença de chuvas. De acordo com a classificação de W. Koeppen, a região possui um clima Cwa, ou seja, um clima mesotérmico com verões quentes e estação chuvosa também no verão. Este clima pode também ser definido, genericamente, como Tropical de Altitude, por corresponder a um tipo tropical influenciado pelos fatores altimétricos, em vista do relevo local apresentar altitudes médias entre 700 e 900 m, que contribuem para a amenização das suas temperaturas.

Os índices pluviométricos anuais, obtidos pela Estação Climatológica Principal da UFJF/ 5° DISME (NÚMERO 83692), nas últimas décadas, acusaram médias próximas a 1.536 mm e maiores índices mensais no mês de janeiro, com cerca de 298 mm, enquanto que a média térmica anual oscila em torno de 18,9ºC. O mês mais quente (fevereiro) possui média próxima a 21,7ºC e o mês mais frio (julho), 16,1ºC , conforme Quadro 1 a seguir.

Quadro 1 - Precipitação e Temperatura Média Compensada
(dados médios mensais 1973/1995)
MESES PRECIPITAÇÃO (mm) TEMPERATURA MÉDIA COMPENSADA (ºC)
JAN 298,6 21,5
FEV 194,8 21,7
MAR 182,2 20,8
ABR 90,1 19,2
MAI 50,8 17,6
JUN 23,9 16,3
JUL 18,8 16,1
AGO 21,3 17,0
SET 73,9 17,3
OUT 128,2 18,7
NOV 189,9 19,7
DEZ 264,3 20,3

Fonte: ECP/UFJF (5º DISME)

Uma das características do verão local, além dos elevados índices de calor e umidade, é a presença de chuvas do tipo convectivo, típicas de final de tarde e início da noite, acompanhadas de elevadas e concentradas precipitações pluviométricas. Os dados históricos, obtidos em décadas de observações no Município de Juiz de Fora, indicam que as chuvas máximas podem ocorrer entre novembro e março, sendo que a máxima maximorum medida para 24 horas foi 137,2 mm (Staico, 1977). Entre 1973 e 1995 a altura máxima em 24 horas foi de 129,3 mm, registrada no dia 25 de janeiro de 1985.

Com relação à distribuição dos deslocamentos de massa de ar, os dados mostram a presença marcante de ventos do quadrante norte. Esta característica, aliada à existência de uma depressão alongada ao longo do fundo de vale do rio Paraibuna, com direção aproximadamente coincidente, forma um corredor preferencial de deslocamento de massas de ar que se dirigem para o centro urbano da cidade, localizado ao sul.

Por outro lado, a existência de um relevo, cujos desníveis topográficos alcançam mais de 200 m, associada aos fatores antrópicos causados pela intensa urbanização, produziu microclimas diferenciados dentro do próprio perímetro urbano. Staico (1977) já salientava a existência de patamares distintos em relação à várzea do rio Paraibuna, a leste e a oeste, junto aos vales secundários dos córregos das Rosas e São Pedro, respectivamente, que por sua maior altitude e afastamento da concentrada urbanização da área central, tendem para um clima mesotérmico do tipo Cwb, com verões brandos.

As alterações ambientais causadas por processos antrópicos tendem a produzir modificações em alguns elementos climáticos, originando fenômenos como o da "Ilha de Calor", responsáveis por temperaturas mais elevadas na área central da cidade, além de pluviosidades quantitativamente maiores nas áreas urbanizadas.

Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Juiz de Fora

 

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